terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Como regular o módulo de vidros do Honda Fit

Este guia eu fiz há alguns anos quando precisei dessa informação e só encontrei esses passos em... japonês! Na época, o Google Tradutor conseguiu me levar ao guia e eu aprimorei ele com macetes da minha própria experiência. Cheguei a publicar o tutorial em alguns fóruns (não-oficiais) de proprietários Honda, mas resolvei trazer pro blog pra registro.


Foto com botões do vidro elétrico na porta
Imagem ilustrativa do comando do motorista do Honda Fit

O novo Honda Fit não vem com subida automatizada de vidros, isto é, se você deixar a janela aberta e travar o carro com o controle, o vidro não sobe. Então, é preciso recorrer a módulos de terceiros.

Quando você instala um módulo automatizador da subida de vidros num Honda Fit (2015 pra cá), geralmente você não precisa remover o módulo original que já tinha e que controlava a subida e descida expressa da porta do motorista. Isto porque a maioria dos módulos automatizadores são plug and play, sem cortes na fiação original, aproveitando o encaixe já existente. Exemplos no Mercado Livre. Eu uso um módulo Tury.

Ilustração com exemplo de módulo de vidros
Módulo Tury

Acontece que essa instalação, com 2 módulos em série, às vezes desregula o comando original de subida expressa da porta do motorista: ao invés do vidro parar fechado, ele retorna até o meio do curso. E isso é muito chato (e um pouco perigoso, já que o vidro vai abrir mesmo você querendo fechar). Reiniciar o módulo original do carro resolve; basta seguir os passos.


Preparação:

No carro, aprenda as posições da chave 0 (desligado) e II (painel aceso). Familiarize-se com a virada de chave entre essas posições pois você precisará girar a chave rápido entre essas duas posições mas sem errar.

O botão de subida expressa tem dois estágios. Vamos chamá-los de SUBIR (primeiro estágio) e AUTO SUBIR (segundo estágio). O mesmo para descer: DESCER/AUTO DESCER.

O passo 5 contém 4 repetições e deverá ser completado em até 5 segundos.

Passo-a-passo:

0) (Opcional) Remova quaisquer modificações feitas na instalação, sobretudo módulos automatizadores, para que apenas o módulo original esteja conectado. Geralmente, basta desencaixar o bypass, não precisa cortar fios.

1) Entre no carro, tire a chave e feche todas as portas.

2) Coloque a chave no contato. Gire a chave para II (painel aceso).

3) Use o botão DESCER até que o vidro esteja totalmente aberto e segure por mais 2 segundos. Faça isso mesmo se ele já estiver aberto.

4) Abra a porta do motorista.

5) Execute estes passos 4 vezes em 5 segundos. (Se demorar ou errar, terá que recomeçar desde o passo 1)

5.1) Gire a chave para 0 (desligado)
5.2) Aperte e segure o botão AUTO DESCER
5.3) Gire a chave para II (painel aceso)
5.4) Solte o botão AUTO DESCER

6) Feito os passos acima 4 vezes, o botão AUTO deverá estar desativado. Teste se o vidro ainda sobe ou desce sozinho (subida/descida expressa). Se ainda estiver ativado, volte ao passo 1.

Agora que a subida/descida expressa está desativada, você poderá reativa-la. Esse procedimento irá reiniciar os limites do trajeto do vidro na janela. Para ativar:

7) Gire a chave para II (painel aceso)

8) Use o botão DESCER até que o vidro esteja totalmente aberto. Se ele já estiver aberto aperte-o mesmo assim por 1 ou 2 segundos.

9) Aperte e segure o botão SUBIR (não é o AUTO SUBIR!) até que o vidro feche e segure ainda por mais 2 segundos depois que chegar no topo.

Verifique se o botão AUTO desce/sobe o vidro automaticamente e se o problema foi resolvido.

Se tudo estiver OK, você pode reinstalar o módulo automatizador da subida de vidros normalmente, se for o caso.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Localizador pessoal via satélite: um panorama sobre radiobalizas de emergência portáteis (PLB)

Uma baliza de emergência (ou radiobaliza de emergência) nada mais é que um aparelho capaz de transmitir sua posição via rádio para uma rede de satélites, os quais retransmitem a mensagem para autoridades que irão auxiliar na busca e salvamento. Nao é exatamente um rastreador, mas um localizador.



Esses equipamentos operam no âmbito do Programa Internacional COSPAS-SARSAT (site), sediado em Montreal, com a participação de dezenas de países signatários, dentre os quais o Brasil. O programa conta uma constelação de mais de 40 satélites, de várias faixas de órbita, mas os equipamentos necessitam ainda de acesso ao sistema GPS.




Na prática a coisa funciona mais ou menos assim:

FASE DE CADASTRO
  1. O usuário compra uma baliza de emergência para instalar no carro, numa embarcação, numa aeronave ou para uso pessoal.
  2. Efetua o registro do código identificador ("código hexadecimal") junto à autoridade do seu país (no Brasil, o processo é gratuito e online).
FASE DE UTILIZAÇÃO EM EMERGÊNCIA:
  1. Em caso de emergência (ameaça de morte), o usuário ativa o equipamento (alguns são automáticos).
  2. O equipamento coleta sua localização GPS (portanto é preciso estar ao ar livre).
  3. O equipamento envia seu código identificador e sua localização para a rede de satélites COSPAS-SARSAT na famosa frequência de 406Mhz.
  4. O equipamento repete os passos 2 e 3 até ser desligado ou acabar a bateria.
  5. O satélite recebe os dados e os retransmite para terminais em terra correspondentes à região do incidente. Esses terminais, por sua vez, reencaminham instantaneamente os dados para o centro de controle do país.
  6. O centro de controle possui equipes 24 horas por dia para receber o chamado e tomar providências para o resgate através dos canais competentes. 



Conforme dito, as balizas de emergência não são propriamente dispositivos de monitoramento em tempo integral.

Além disso, sua utilização é para emergências extremas. Não é porque você acabou de se perder na trilha que irá acionar o equipamento, apesar de valer a pena estar com ele caso a situação se deteriore bastante.

As balizas de emergência, quando utilizadas em aeronaves, satisfazem o conceito de  ELT ("emergency locator transmitter"), que é um termo utilizado na aviação para designar qualquer equipamento a bordo que emita sinais de localização em situações de emergência.

Quando utilizadas em embarcações, a baliza de emergência é chamada de EPIRB ("emergency position-indicating radiobeacon station").

Foto com exemplo de baliza marinha flutuante
Modelo de baliza marinha (flutuante)

Todavia, o tema do presente artigo são as balizas de emergência portáteis, utilizadas para localização pessoal, denominadas PLB ("personal locator beacon").

A maioria das balizas de emergência pessoais, por serem portáteis, geralmente são leves (150g), a prova d'água (não flutuam) e possuem bateria interna não recarregável (mas que dura uns 5 anos).

Mas isso não é regra. Hoje, até mesmo relógios de pulso podem vir equipados com sistemas de PLB, como é o caso do Breitling Emergency.

Foto do relógio Breitling Emergency

Nos modelos PLB padrão, com bateria interna, é possível fazer testes para checar a bateria (mas um número limitado de testes!). A troca da bateria é feita por uma autorizada, sendo que no Brasil eu localizei representantes da ACR, da OceanSignal e da McMurdo.

Como eu sou envolvido com o sobrevivencialismo, resolvi comprar uma baliza. Iria servir também como um rastreador GPS pessoal na trilha (apesar de, propriamente, ser um localizador e não um rastreador).

Gostei muito da OceanSignal PLB1, por ser compacta. Mas como ela estava em falta na loja, fui na segunda opção, a Mcmurdo FastFind Ranger.


Foto autoral do FasFind Ranger

Foto do FastFind Ranger e seus acessórios

Comprei na Orbital Telecom, empresa do Reino Unido (site). Paguei R$ 598 reais no aparelho. Se puder é melhor comprar lá fora ou pedir pra alguém trazer para evitar frete e tributação.

Durante a compra, foi possível solicitar que programassem o aparelho para registro no Brasil. Conforme orienta a página do Centro Brasileiro de Controle de Missão COSPAS-SARSAT (BRMCC), órgão da Força Área Brasileira responsável pela gestão do Programa no Brasil, o código identificador registrável aqui deve se iniciar em "58" ou "D8". 

Foto do selo informando programado para Brasil

Aliás, é de suma importância ao interessado na aquisição de uma baliza de emergência pessoal a visita ao site do BRMCC: www2.fab.mil.br/brmcc. Nele, recomendo sobretudo ler a seção "Perguntas frequentes".

Lá é possível compreender, por exemplo, que caso seu PLB esteja incluído no conjunto de equipamentos de ELT (para aeronaves), a própria Força Aérea irá tomar as providências de salvamento. Para os demais casos, a baliza de emergência pessoal servirá para que a FAB acione o resgate das autoridades regionais, seja Defesa Civil, Bombeiros, Polícia, etc.

Neste ponto, gostaria de abrir um parêntese: Para atividades relacionada a trilhas, eu poderia ter optado pelo rastreador SPOT Gen3, cada vez mais popular no Brasil (conheça aqui). Pra mim, a grande vantagem do SPOT, que é um serviço privado, é permitir o monitoramento em tempo real, isto é, ele fica enviando sua posição o tempo todo. E, numa emergência repentina, nem sempre você poderá executar o acionamento do aparelho, como é preciso fazer com o PLB. A desvantagem do SPOT é o preço: o aparelho custa uns 600 reais e o serviço tem mensalidades que somam outros 600 reais por ano, sendo que uma baliza pessoal custa os mesmos 600 reais e mais nada, já que o serviço é público e gratuito. De qualquer forma, não há dúvidas de que o SPOT oferece um conjunto superior, já que sua função não é apenas localização de emergência.


Continuando, para registrar o PLB, temos que nos dirigir ao site do sistema INFORSAR, efetuar o cadastro pessoal (dados básicos) e, em seguida, efetuar o cadastro da baliza de emergência.

Captura de tela com site do INFORSAR

O sistema é muito prático e fácil de usar. Serão perguntados dados da baliza de emergência. Esses dados constam na caixa do aparelho, em especial o código identificador (código "hexadecimal"), que deve começar com "58" ou "D8" para poder ser registrado no país. 

Assim que digitei o código, o formulário automaticamente preencheu fabricante, modelo, etc. 

Após a conclusão do formulário, o processo é encaminhado para análise e em poucos dias será recebido um e-mail com o resultado:

Captura de tela com e-mail do INFORSAR

Tive uma impressão de segurança e profissionalismo dos agentes envolvidos, desde a compra até o registro. É claro que espero jamais ter que usar os serviços do Programa COSPAS-SARSAT, mas fica aí a dica para os interessados em ter essa garantia.

Obrigado pela visita e até a próxima!


Links interessantes:




terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Review da Pulseira Ourocard contactless (pagamento por aproximação)

Recebi minha Pulseira Ourocard para pagamentos contactless (sem contato) com tecnologia NFC, emitida pelo Banco do Brasil (site oficial da pulseira aqui).

Foto autoral usando Pulseira Ourocard

Pra quem não sabe, o Near Field Communication (NFC) é uma das tecnologias que permite a comunicação via ondas de rádio entre dispositivos de forma segura a uma distância bem curta (leia mais aqui), o que a torna perfeita para pagamentos com cartões de crédito ou de débito.

Símbolo de pagamentos do EMV
Símbolo do consórcio EMV para Pagamentos sem Contato

O consórcio EMV ("Europay, Mastercard and Visa") criou o padrão de pagamentos sem contato largamente utilizado hoje no mundo todo.

Como um dos lados dessa comunicação entre dispositivos pode ser apenas um pequeno chip energizado com a própria onda eletromagnética emitida pelo outro dispositivo, é possível colocar chips NFC em dispositivos bem pequenos e finos tais como cartões, pulseiras, anéis, e até mesmo adesivos de papel. Seguindo a lógica "canivete suíço" dos smartphones, é claro que eles também possuem chips NFC (os top de linha, pelo menos).

Ao aproximar esses dispositivos, no caso de pagamentos, a comunicação é estabelecida em um elevado nível de criptografia, suficiente para transmitir dados sensíveis com segurança e assim autenticar o usuário e efetuar o pagamento. Aliás, na prática, a expressão "pagamento sem contato" está inadequada, pois é praticamente impossível aproximar o cartão, pulseira ou smartphone sem de fato encostar uma coisa na outra!

No caso dos smartphones, Apple, Google e Samsung desenvolveram seus sistemas de pagamento sem contato:

Tabela comparativa de sistemas de pagamento para smartphone

Usuários dos smartphones Samsung que rodam Android poderão portanto escolher entre as duas plataformas: Google Pay (ex-Android Pay) ou Samsung Pay.

Com a Samsung Pay, além do NFC, a empresa disponibiliza uma tecnologia chamada Magnetic Secure Transmission (MST) capaz de emitir pulsos magnéticos ao leitor de cartões e fazê-lo interpretar esses pulsos como se estivesse lendo direto de uma tarja magnética, o que torna o Samsung Pay mais evoluído e mais compatível com as maquinetas já existentes, facilitando sua implantação.

Para mais informações atualizadas sobre quais cartões são compatíveis com cada plataforma disponível no Brasil, veja esses links:



Essas empresas irão ajudar a popularizar os pagamentos sem contato. No entanto, os Bancos e empresas emitentes de cartões de crédito e débito também estão lançando seus dispositivos e aplicativos para pagamentos sem contato.

Um pouco de história:

No Brasil, o Banco do Brasil saiu na frente com o app Ourocard (link) que, antecipando-se ao lançamento dos pagamentos sem contato nos sistemas Android, permite ao usuário utilizar uma plataforma própria do Banco. Usei bastante esse app até o momento em que comprei um Google Pixel (o smartphone da própria Google) e passei a usar o próprio Google Pay.

Posteriormente, ao que me vem à mente, por ocasião das Olimpíadas de 2016, o Bradesco, a Swatch (marca de relógios) e a própria Visa lançaram no Brasil dispositivos "vestíveis" para pagamento. Vale a pena mencionar também a introdução do Mastercard contactless nos transportes públicos (São Paulo, Rio e Curitiba) a partir de outubro daquele ano.

Na verdade, faltam-me mais dados históricos para relatar melhor como ocorreu a chegada dessas plataformas. Assim, outros dispositivos e soluções podem ter surgido nesse período até junho de 2017, quando chegou a Pulseira Ourocard (veja aqui a matéria do Melhores Destinos sobre o lançamento dela).

Foto autoral com minha Pulseira Ourocard
Minha pulseira chegou...

A Pulseira Ourocard:

Custando R$70,00 (R$30,00 em promoções), a pulseira vem na caixinha acima. Basicamente é isso: caixa, pulseira e o mini-cartão destacável do plástico. Não veio instruções de como encaixar e nem como ativar. No entanto, na parte traseira do plástico consta o número completo do cartão, o que facilita o desbloqueio usando os métodos tradicionais do Banco do Brasil.

Pra colocar o mini-cartão dentro da pulseira, eu destaquei ele do plástico (bem óbvio) e enfiei na fenda. Ficou assim:

Foto autoral detalhando o mini-cartão dentro da pulseira

Após isso começava a novela: colocar a pulseira no pulso. De cara deu pra sacar que o lado que exibe o cartão (bem chamativo com esse amarelo todo e o nome VISA) deveria ficar pra baixo. Se é assim, a ponta da pulseira só poderia encaixar se fosse enfiada embaixo do compartimento, da seguinte forma:

Foto autoral da Pulseira Ourocard

Foto autoral da Pulseira Ourocard mostrando encaixe

No entanto, fazer isso no braço com apenas 1 mão requer paciência, principalmente porque esse pino metálico fica saindo o tempo todo:

Foto autoral mostrando o pino da pulseira fora da mesma

Com calma, enfiando a ponta pra dentro (sem atritar muito o pino!) e depois apertando pra travar na posição desejada, consegui deixar no lugar:

Foto autoral mostrando melhor forma de usar a pulseira

Foto autoral da Pulseira Ourocard no braço


Confesso que não achei muito confortável. Muito grossa se comparada às smartbands esportivas que eu já era acostumado. A Pulseira Ourocard tem 1,7cm na parte estreita e a área retangular tem 2,8 x 3,1cm.

E na prática, como é pagar com a Pulseira?

Ao longo dos últimos anos percebo que o país caminha a passos bem tímidos para implantar as tecnologias de pagamento por aproximação. O artigo 'Pagamento por NFC? Não vale o esforço' escrito em março/2017 pelo Diego Kerber, colunista do site Adrenaline (leia o artigo), continua super atual e recomendo a leitura.

Acho que o problema de pagamentos por aproximação no Brasil, que acaba influenciando na hora de pagar, é mais uma questão relacionada às nuances brasileiras mesmo. Estou falando da diferença entre crédito e débito, que possuem prazos de repasse e custos diversificados, e que portanto vai levar o lojista a ter interesse nessa ou naquela modalidade.

Em outros países, com taxas de juros baixas, e sem essa de 'parcelamento', o lojista não está nem aí se você usa crédito, débito ou vale-coxinha: o sistema já lança o valor diretamente na maquineta e isso facilita que o próprio usuário escolha a forma de pagar, o que torna perfeito o uso de contactless.

Foto tirada no exterior de uma maquineta de pagamentos
A maquineta gringa (grandes lojas) já mostra o valor e você se vira pra pagar.

Mas vamos em frente...

A Pulseira Ourocard é uma espécie de adicional ao cartão plástico, tendo a mesma validade e limite. Se você perder a pulseira, melhor correr pro telefone e comunicar o Banco, já que transações de até R$50,00 não precisam de senha (vale a pena pagar a Proteção Ouro - seguro contra transações indevidas que custa uns R$3,00 por mês).

Não está claro pra mim ainda se a perda do cartão principal interfere na utilização da pulseira. Acredito que não, já que pelo menos os cartões virtuais do app Ourocard não sofrem caso o plástico principal seja trocado. A confirmar...

De todo modo, é mais ou menos assim a experiência de pagamento da Pulseira Ourocard, a qual não difere muito de outros pagamentos por aproximação no Brasil:

1) O atendente diz o valor da compra e começa a esperar que você entregue o cartão. Nessa hora, você dá aquela olhada esperta na maquineta pra saber se a ela tem no cantinho o logotipo EMV para Pagamentos por aproximação (imagem no começo do post). Até hoje só consegui pagar com Cielo, Redecard e algumas Getnet, mas ouvi dizer que a Moderninha também aceita.

2) Você diz que quer pagar na opção "contactless" ou "por aproximação". A reação geralmente é de espanto.

3.1) O atendente imediatamente se rende e te dá a maquineta.
ou
3.2) O atendente tenta apertar botões pra achar essa função.

De qualquer forma, você vai ter que saber os passos seguintes, seja pra executa-los ou pra ajudar o atendente:

4) Aperte a tecla 1 (apenas caso seja Cielo) ou comece a digitar o valor (Redecard e demais) e continue digitando o que está sendo pedido na tela: função (crédito ou débito), nº de parcelas, etc.

5) Após, a maquineta vai dizer algo tipo "Aproxime, insira ou passe cartão". Pronto: é so encostar a pulseira próximo ao compartimento do mini-cartão.

6) Se o valor for acima de R$50,00, ainda assim a maquineta vai pedir senha.

Pronto: Se a operação der certo, o papelzinho vai sair e todo mundo vai abrir aquele sorriso maravilhado com a novidade. Hahaha!

Foto de um pagamento sendo realizado com a Pulseira
Foto: Divulgação / Banco do Brasil.

No final das contas, dar logo o cartão de plástico teria sido muito mais rápido nos casos acima, onde há necessidade de o atendente manipular a maquineta.

Mas todo período de transição é assim mesmo e é por isso que eu faço uma breve porém muito importante ressalva ao passo-a-passo acima, já que algumas lojas começaram a implantar pra valer o pagamento sem contato no Brasil:

Estive numa loja da rede de farmácias Drogasil em Brasília e a experiência não podia ter sido mais rápida. Assim que a atendente disse o valor da compra, de cara já lançou a velha pergunta "crédito ou débito". Respondi "crédito" e ela, com uma única teclada, ativou a maquineta próxima de mim. Nessa hora, só fiz encostar a pulseira e, em menos de 2 segundos (sério!), o cupom já estava saindo da impressora com minha nota fiscal. Foi bem rápido mesmo.

Depois, na seção de Ajuda do Google Pay, descobri que a Drogasil faz parte do pequeno grupo de redes lojistas que já implementaram pagamentos sem contato na terra brasilis (veja todas aqui).

Esse post, no final das contas, acabou sendo muito mais que um review da Pulseira Ourocard. Mas acho que não daria pra falar só da pulseira sem dar um panorama.

Se surgirem mais informações relevantes, voltarei a editar. Até lá, fica a seção de Comentários disponível para todos.